Em suas mãos
escorriam sangue
Sangue de raiva
Penetrado na alma
De uma luz apagada
Sangue vermelho
Como uma dentada
de vampiro
Ou de um leão
comendo seu alimento sagrado
Seu ódio te alucinava
E no mundo você
está enjaulado
Você está vendo o
sol nascer quadrado
Suas mãos estão
sujas
Alimentada de
revoltas
Um arrependimento
doloroso
De uma pessoa
desalmada
Seus dias acabara
assim
Pobre coitado!
Preso por ter
matado!
Natalia Macedo /2005.
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