sábado, 19 de maio de 2012

Presidiário




Em suas mãos escorriam sangue
Sangue de raiva
Penetrado na alma
De uma luz apagada
Sangue vermelho
Como uma dentada de vampiro
Ou de um leão comendo seu alimento sagrado
Seu ódio te alucinava
E no mundo você está enjaulado
Você está vendo o sol nascer quadrado
Suas mãos estão sujas
Alimentada de revoltas
Um arrependimento doloroso
De uma pessoa desalmada
Seus dias acabara assim
Pobre coitado!
Preso por ter matado!



Natalia Macedo /2005.

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